Ignóbeis ignoradas
Dissimuladas na caligem
Ferrugem manta
Ainda age e te espanta
Contratos firmados na escuridão
Transação maligna sem observação
Ainda tão reais quanto teu ser
Todos os mortais a perecer
E se entendo bem essa troca justa
Quando penso bem na mudança brusca
Solo solilóquio tocando seu harmônio
Lembra-te bem de teu demônio
sábado, 6 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Peçonhento
Trago o cigarro por aceitação
Pago picarro por própria punição
Na borda da cratera
Na corda coleira da fera
Cortar-me sentir endorfina
Esmagar-me ficar mais fina
Pela crina, minha própria cabeça
Sempre lembrar por mais que esqueça
Não mais, já vivi muito
Me trás mais, toda a vez que surto
Curto com tudo
Explodo e morro
Sou venenoso
Peçonhento
Sou sujo
Traiçoeiro
Sou nuclear
Radioativo
Da escuridão assisti
Minha própria ação assenti
Faz-me necessário em cena
Involuntário, natureza me acena
Mas me seguro
Impuro só para mim
Assim, mãos atadas
Para nunca
Minhas presas afiadas
Pago picarro por própria punição
Na borda da cratera
Na corda coleira da fera
Cortar-me sentir endorfina
Esmagar-me ficar mais fina
Pela crina, minha própria cabeça
Sempre lembrar por mais que esqueça
Não mais, já vivi muito
Me trás mais, toda a vez que surto
Curto com tudo
Explodo e morro
Sou venenoso
Peçonhento
Sou sujo
Traiçoeiro
Sou nuclear
Radioativo
Da escuridão assisti
Minha própria ação assenti
Faz-me necessário em cena
Involuntário, natureza me acena
Mas me seguro
Impuro só para mim
Assim, mãos atadas
Para nunca
Minhas presas afiadas
terça-feira, 2 de setembro de 2014
A Nascente
Essência que sinto
Luz intrínseca do ser
Avassalador impulso
O desejo de viver e entender
Compreensão
Descomunal inominável uno
Íntima incessante ascensão
Entrego-me
Ofusco escuridão em fulgor
No tártaro do ser de minha própria morada
Longínquo pranto de minha própria criança
Pretérito estígma e ferida
Envolvo-me
Pureza e maestria
Infantil proeficiência
Ressignificar e transcender
Envolve-me e me guia
Esclareça-me sobre ti, óh mãe Gaia
Dádivas de teu útero e pleno amor
Uno contigo
Quebra ilusão da separação
Eu, uma onda de ti
Mutável memória de minha estória
Óbvio óbito de minha pessoa
Livro-me dos grilhões de minha trajetória
Então eu mesmo
Presente tempo e espaço
Agora único ao qual pertenço
Em torno da multidão
Brecha para propalar iluminação
Conduza-me e governo-te à serenidade
Proclama-me teu deus
Coroa-te meu rei
Vivênte onipresente professor
Fere-me afável educador
Talha-me à gravar meu redor
Desfazer-me do todo a colher
Destemido perante o morrer
Outrora ventura passada fortuna
Sublimar a fonte ao estado primal
Paz eu no celeste e infernal
Minha raíz e a própria matriz
Desimpedido natural amor incondicional
Meu irmão, o todo e à mim
Entrelaçamos todos
Em unissono a dizer
"Somos apenas o ser"
Luz intrínseca do ser
Avassalador impulso
O desejo de viver e entender
Compreensão
Descomunal inominável uno
Íntima incessante ascensão
Entrego-me
Ofusco escuridão em fulgor
No tártaro do ser de minha própria morada
Longínquo pranto de minha própria criança
Pretérito estígma e ferida
Envolvo-me
Pureza e maestria
Infantil proeficiência
Ressignificar e transcender
Envolve-me e me guia
Esclareça-me sobre ti, óh mãe Gaia
Dádivas de teu útero e pleno amor
Uno contigo
Quebra ilusão da separação
Eu, uma onda de ti
Mutável memória de minha estória
Óbvio óbito de minha pessoa
Livro-me dos grilhões de minha trajetória
Então eu mesmo
Presente tempo e espaço
Agora único ao qual pertenço
Em torno da multidão
Brecha para propalar iluminação
Conduza-me e governo-te à serenidade
Proclama-me teu deus
Coroa-te meu rei
Vivênte onipresente professor
Fere-me afável educador
Talha-me à gravar meu redor
Desfazer-me do todo a colher
Destemido perante o morrer
Outrora ventura passada fortuna
Sublimar a fonte ao estado primal
Paz eu no celeste e infernal
Minha raíz e a própria matriz
Desimpedido natural amor incondicional
Meu irmão, o todo e à mim
Entrelaçamos todos
Em unissono a dizer
"Somos apenas o ser"
Luna
Circundam meu senso
Elevam-me ascenso
Leve pluma o que sou
Antes que suma o que restou
Se sou eu a te acompanhar
O que é meu a resguardar
Despertar sob um banho de lua
Uivo na presença tua
Elevam-me ascenso
Leve pluma o que sou
Antes que suma o que restou
Se sou eu a te acompanhar
O que é meu a resguardar
Despertar sob um banho de lua
Uivo na presença tua
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Sorrio
7 da manhã
e levantei
pelo lado errado
beber para misturá-la
entorpecer meus sentimentos
relento, um doce esquecer
por um momento
amassá-la em pó
Só
a superfície de absorção
de minha pura adoração
fumaça
me faça
o mais rápido possível
o meu árido risível
nublado e me clamo profano
escuridão e desconhecido oceano
Sorrio
e levantei
pelo lado errado
beber para misturá-la
entorpecer meus sentimentos
relento, um doce esquecer
por um momento
amassá-la em pó
Só
a superfície de absorção
de minha pura adoração
fumaça
me faça
o mais rápido possível
o meu árido risível
nublado e me clamo profano
escuridão e desconhecido oceano
Sorrio
Poseidon
Drifting, my son
Behold thy paradise
Disguised unstable surface
Faith, holds your back
Fulfill your lack
To feel it back
Slack
When blackened sky
Don't hold it tight
All you call "mine!"
Sink
Going down
Deep
Falling down
"I'm dying!"
So let it go
Let it go
Just let it go
Farewell, my son
Dive into the waves
Stories and tales
Live well, my friend
Give life to this illusion
When you believe
When it's your time to believe
Behold thy paradise
Disguised unstable surface
Faith, holds your back
Fulfill your lack
To feel it back
Slack
When blackened sky
Don't hold it tight
All you call "mine!"
Sink
Going down
Deep
Falling down
"I'm dying!"
So let it go
Let it go
Just let it go
Farewell, my son
Dive into the waves
Stories and tales
Live well, my friend
Give life to this illusion
When you believe
When it's your time to believe
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